Faturar muito não é lucrar. Veja como calcular a margem real de cada procedimento — descontando insumos, taxa de cartão e hora clínica — e qual mix sustenta a clínica.
Uma das cenas mais comuns na odontologia: a agenda lotada, o faturamento subindo e, no fim do mês, o caixa apertado. Quase sempre a explicação é a mesma — a clínica sabe quanto fatura, mas não quanto lucra por procedimento. E fatura muito de procedimentos que dão pouca ou nenhuma margem.
Faturamento não é lucro
Faturamento é tudo que entra. Lucro é o que sobra depois de descontar o que aquele atendimento custou: material, tempo de cadeira, taxa de cartão, comissão, imposto. Dois procedimentos com o mesmo preço podem ter lucros completamente diferentes — e é a margem, não o preço, que paga as contas.
Como calcular a margem real
Repare no "preço recebido", não no preço de tabela. Se o paciente parcelou no cartão, a maquininha ficou com uma fatia. Se houve desconto para fechar, o valor caiu. A margem real trabalha com o que de fato entrou na conta.
O que corrói a margem sem você ver
- Taxa de cartão: um parcelamento em 6x pode levar 4% a 8% do valor. Sobre uma margem apertada, isso muda o resultado.
- Tempo de cadeira maior que o previsto: o procedimento que "sempre atrasa" consome hora clínica que ninguém contabilizou.
- Desconto para fechar: o "arredondar para baixo" na hora do orçamento sai direto da margem, não do preço cheio.
- Glosa de convênio: o valor faturado que o convênio não paga é margem que evaporou.
Exemplo: o mesmo preço, lucros diferentes
Uma limpeza e uma restauração podem sair pelo mesmo preço ao paciente, mas a limpeza usa menos material e menos tempo de cadeira — logo, deixa mais margem. Multiplique isso pelo mês inteiro e fica claro por que duas clínicas com o mesmo faturamento têm caixas tão diferentes: o mix de procedimentos é outro.
O mix que sustenta a clínica
Conhecer a margem por procedimento muda a estratégia: você para de perseguir só volume e passa a equilibrar procedimentos de boa margem com os de entrada. Não é sobre parar de fazer o que lucra menos — é sobre saber quanto cada coisa contribui e montar uma agenda que fecha no azul.
Na Resyn, a margem real aparece ao lado de cada procedimento e nos relatórios do mês — já descontando as taxas de cartão configuradas e o custo dos insumos vinculados. Você vê, procedimento a procedimento, o que sustenta a clínica e o que só dá trabalho.
Veja o que realmente sobra
Teste a Resyn e enxergue a margem real de cada procedimento e do mês inteiro, sem montar planilha. Grátis, sem cartão.
Começar grátis →Perguntas frequentes
Qual a diferença entre faturamento, receita e margem?+
Faturamento (ou receita) é tudo que entra. Margem é o que sobra de cada atendimento depois de descontar os custos daquele atendimento — material, hora clínica, taxas e comissão. Uma clínica pode ter faturamento alto e margem baixa se fizer muito volume de procedimentos pouco lucrativos.
Preciso descontar a taxa da maquininha no cálculo?+
Sim. A taxa de cartão pode levar de 2% a 8% do valor, dependendo do parcelamento, e sai direto da margem. Calcular sobre o preço de tabela, ignorando a taxa, superestima o lucro. O ideal é trabalhar com o valor líquido, o que de fato caiu na conta.
Como saber o mix de procedimentos mais lucrativo?+
Cruze a frequência de cada procedimento na agenda com a margem real de cada um. Procedimentos frequentes e de boa margem são o motor da clínica; frequentes e de margem baixa merecem revisão de preço ou de custo. Relatórios que já trazem esse cruzamento poupam o trabalho de montar planilha.