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12 perguntas para fazer ao seu software odontológico antes que um paciente faça a você

10 de setembro de 2026 · 10 min de leitura

Seu software guarda prontuário, radiografia e foto de paciente — dado sensível pela LGPD. Um roteiro de 12 perguntas objetivas para auditar o fornecedor, com o que uma resposta boa parece em cada uma.

Existe uma assimetria desconfortável no mercado de software de saúde: quem responde legalmente pelo dado do paciente é a clínica, e quem guarda o dado é o fornecedor. Se vazar, o paciente procura você, o conselho procura você e o regulador procura você. O contrato com o fornecedor divide prejuízo depois; ele não divide a conversa difícil.

Por isso vale ter um roteiro. Estas doze perguntas não são técnicas — são perguntas de dono de clínica, e cada uma vem com o que uma resposta boa parece. Use com o seu fornecedor atual antes de usar com o próximo.

Antes de tudo: não é sobre pânicoCircula muita mensagem dizendo que a fiscalização vai varrer as clínicas neste ano. Fomos ler os documentos oficiais e escrevemos separadamente o que eles de fato dizem em A ANPD virou agência em 2026. Este texto aqui é sobre outra coisa: o que o seu software precisa ter, independentemente de quem vai bater na porta.

Acesso: quem vê o quê

1. Dá para a recepção NÃO ver o prontuário clínico?

Boa resposta: sim, por perfil, e o dono configura. Resposta ruim: "todo mundo vê tudo, mas é gente de confiança". Confiança não é controle de acesso — e no dia em que alguém sai da equipe, a diferença aparece.

2. Esconder o botão é a única trava, ou o servidor também recusa?

Essa é a pergunta que separa segurança de aparência. Muito sistema esconde o menu para quem não tem permissão e deixa a função aberta para quem chamar direto. Boa resposta: a permissão é conferida no servidor, em toda ação sensível — não só na tela.

3. Tem verificação em duas etapas? É obrigatória para quem mexe em prontuário?

Senha vaza. Senha reaproveitada de outro site vaza sem você saber. A segunda etapa é o que sobra quando a primeira falha. Boa resposta: existe, é fácil de ligar, e a sessão de quem tem 2FA e não digitou o código não consegue ler o banco.

Guarda: onde o dado mora

4. Onde ficam as fotos e as radiografias — e elas exigem login?

Este é o furo clássico. O prontuário está protegido e a imagem está num link público que qualquer um com o endereço abre. Boa resposta: o arquivo só é servido para quem está logado E pertence àquela clínica.

5. A minha clínica consegue ver dado de outra clínica?

Pergunta simples, resposta reveladora. Em sistema multiclínica, a separação precisa ser garantida pelo banco de dados, e não pelo cuidado de quem escreveu cada consulta. Boa resposta: existe isolamento no banco, e existe um teste automático que TENTA invadir uma clínica com a outra a cada nova versão.

6. Tem backup? Quando foi a última vez que vocês RESTAURARAM um?

Todo mundo tem backup. Quase ninguém testou restaurar. Backup que nunca foi restaurado é uma hipótese, não uma cópia. Boa resposta: existe rotina, e existe registro de um teste de restauração recente.

7. Consigo exportar tudo e sair?

É direito seu e do paciente, e é também o melhor teste de caráter de um fornecedor. Boa resposta: existe exportação completa, em formato legível, sem taxa de resgate e sem precisar abrir chamado três vezes.

Rastro: o que dá para provar depois

8. Existe trilha de auditoria? Ela registra também quem EXPORTOU?

Trilha que registra só edição não investiga o caso mais comum: alguém baixou a lista de pacientes antes de sair. Boa resposta: exclusão, exportação e acesso a dado sensível ficam registrados com quem, quando e o quê.

9. Excluir apaga na hora ou vai para uma lixeira?

Prontuário tem prazo legal de guarda, e clique errado acontece. Boa resposta: exclusão vai para uma lixeira com prazo, dá para restaurar, e o registro é LIDO antes de sumir — uma trilha que só diz "um id sumiu" não investiga nada.

Terceiros: quem mais toca no dado

10. Qual é a lista de suboperadores?

Todo sistema usa terceiros: hospedagem, e-mail, pagamento, IA. Isso é normal. O que não é normal é o fornecedor não conseguir listar. Boa resposta: uma lista escrita, pública, com o que cada um processa e onde.

11. Algum desses processa fora do Brasil? Qual, e para quê?

Cuidado com a resposta bonita demais. "Nenhum dado sai do Brasil" é uma frase que quase nenhum sistema com IA pode dizer com honestidade — e um fornecedor que a diz sem pestanejar ou não sabe, ou está contando com você não perguntar de novo. Boa resposta nomeia o serviço, o que vai nele e por quê.

12. Se vazar, em quanto tempo vocês me avisam?

A comunicação de incidente à autoridade tem prazo curto — três dias úteis, pela Resolução CD/ANPD nº 15/2024 — e quem comunica é a clínica, na condição de controladora. Se o fornecedor demora uma semana para te contar, o seu prazo já passou. Boa resposta: existe um plano escrito de resposta a incidente, com prazo de aviso a você menor que o seu prazo legal.

Como a Resyn responde a essas doze

Seria fácil escrever "sim" doze vezes. Em vez disso: as travas de acesso são conferidas no servidor e não só na tela; o isolamento entre clínicas é garantido no banco e tem um teste automático que tenta invadir uma clínica com a outra antes de cada versão subir; exclusão vai para lixeira com prazo e passa por trilha; imagem e documento só são servidos para quem está logado na clínica dona do arquivo; e a lista de suboperadores é pública na Política de Privacidade, com os que processam fora do Brasil nomeados — incluindo o serviço que transcreve o áudio da evolução.

O que a Resyn não diz é que está tudo resolvido. Segurança de software de saúde é documento vivo, e a lista do que ainda falta existe e é revisada. Um fornecedor que apresenta uma lista de pendências costuma ser mais confiável do que um que apresenta só medalhas.

Uma dica práticaMande estas doze por escrito, por e-mail, e guarde a resposta. Não é desconfiança: é exatamente o tipo de documento que você vai querer ter em mãos se um dia precisar mostrar que escolheu com critério.

Prontuário, imagem e permissão no mesmo lugar

Veja como a Resyn separa o que cada pessoa da equipe pode ver, e onde o prontuário do paciente fica guardado.

Ver o prontuário →

Perguntas frequentes

A responsabilidade pelo vazamento é do software ou da clínica?+

Perante o paciente e a autoridade, a clínica é a controladora do dado e responde por ele. O fornecedor é operador e responde nos termos do contrato. Na prática isso quer dizer que escolher bem o software é parte da sua obrigação, e não só uma decisão de compra.

Em quanto tempo preciso comunicar um vazamento?+

A comunicação à ANPD tem prazo de três dias úteis, contados do conhecimento do incidente, conforme a Resolução CD/ANPD nº 15/2024. Por isso importa saber em quanto tempo o seu fornecedor avisa você: o relógio dele precisa ser mais curto que o seu.

Preciso ter um encarregado (DPO) na minha clínica?+

A LGPD prevê a indicação de encarregado pelo controlador. Para clínica pequena isso costuma ser uma pessoa da própria equipe, com o contato publicado. A falta de indicação é uma das irregularidades mais citadas em processos sancionatórios.

Guardar prontuário na nuvem é permitido?+

Sim. O que a lei cobra não é o lugar, e sim as medidas: controle de acesso, registro de quem fez o quê, backup e capacidade de responder a um incidente. Prontuário em pasta compartilhada sem controle de acesso costuma ser bem mais arriscado que um sistema na nuvem.

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